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Criação com apego - Você sabe o que é?

Hoje em dia ouvimos muito se falar sobre a criação com apego e também sobre alegações infundadas de quem não conhece a fundo esse tipo de criação e diz que quem opta por ela esta acostumando mal os filhos.
Criar com apego é se preparar física e psicologicamente para a maternidade/paternidade e isso já começa desde a gestação, onde os pais buscam se informar sobre todos os tipo de procedimentos que a gestante terá que se submeter e optam pelo que melhor atende a mãe e principalmente o bebê. E depois do nascimento essa busca por oferecer o melhor continua.


Sim, criação com apego é deixar o filho mamar em livre demanda. Sim, criação com apego é pegar muito o bebê no colo, e continuar oferecendo esse colo a ele pelo resto da vida. Sim, criar com apego é optar pela cama compartilhada!
Mas acredite, criação com apego vai alem de tudo isso, é entender e principalmente compreender, não somente a situação, mas o seu filho! É sentar, conversar, analisar e procurar compreender a fase que ele esta passando e mostrar a ele que independente de qualquer coisa você esta ali, cuidando e protegendo.
Criar com apego é tao polemico pois é lutar contra o sistema e  sociedade antiquada e patriarcal que impôs e impõe a anos formas de como criar nossos filhos e culpa e condena quem pise fora desse quadrado.
Quem disse que deixar um bebe de dias ou meses chorando de fome é normal, só porque não é a hora pré-determinada por terceiros dele mamar?
Quem procura compreender essa criação sabe que ela também exige que as mães e pais digam não! Mas apenas quando ele se faz realmente necessário, quando fortalece a criança e a estimula a se desenvolver, mas o não, jamais, é usado como punição ou forma de esquiva dos pais, quando estão cansados ou ocupados demais. Ser esse tipo de mãe, requer dizer não a TV ligada o dia todo, mas com isso ela entende que terá que se dispor a brincar mais com o filho, abdicando de momentos sozinha que ela teria, caso a cria estivesse plantada em frente ao aparelho. Criar com apego é entender que o filho precisa mais de sua atenção do que qualquer coisa que você possa comprar.


Bom, acho que agora ficou claro qual a real função e intenção dessa criação com apego e como ela é benéfica para a mãe, para o bebê e para a sociedade em geral.

Espero que tenham gostado.

Beijokas

Amamentação - as delícias e as dificuldades.

        Hoje venho falar sobre amamentação, sei que hoje muitos ativistas e mães defendem a causa da amamentação e eu sou uma dessas pessoas \o/, porém por já ser mãe e ter amamentado minha princesa eu sei das dificuldades que as mamães enfrentam quando essa hora chega!


       Vou contar um pouco da minha experiência de amamentação, nem todos sabem mas há 8 anos atrás eu perdi uma bebêzinha, na hora do parto e por isso eu tive leite, mesmo com os remédios receitados pelo ginecologista do hospital, eu ainda continuei a produzir leite e na época a Santa Casa, da cidade onde eu moro não estava aceitando doação, por isso eu jogava fora todo aquele alimento que meu corpo produzia para minha pequena Luna.
       Depois de dois anos a minha princesa Lara nasceu e tudo que eu mais queria era amamenta-la, ahhh como ansiei por aquilo. Imaginando como seria maravilhoso dar o alimento do meu corpo para saciar a fome do meu bebê, foi lindo, mas não foi nem de longe fácil. Como a Lara nasceu de uma cesárea e eu pude vê-la somente 12 (isso mesmo DOZE longas horas depois do parto), ela foi alimentada com a fórmula, fornecida pelo hospital e quando chegou nos meus braços para mamar, ela teve muita dificuldade para pegar o bico, o que machucou a pele já sensível do meu seio, deixando rachado. 

Quando ela finalmente aceitou que teria que aprender a mamar ali e "pegou" o bico corretamente, ele já estava bem machucado e isso me fazia sentir muita dor durante a amamentação. Era muito difícil, toda vez que a Lara requisitava o mamá eu estremecia, pois sabia o que me aguardava, pensei em desistir algumas vezes, quando a dor começava a ficar insuportável, algumas vezes após a amamentação o bico sangrava. Meu médico na época disse que era uma fase e que passaria e que para cicatrizar o dano causado eu deveria usar o próprio leite. Na segunda semana de vida da Lara, cada vez que ia amamenta-la era praticamente um ritual, eu me sentava, o mais confortável que conseguia e colocava uma toalha na boca, para abafar os gemidos de dor que eu emitia instintivamente a cada sucção da pequena.
       Na terceira semana, já conseguia ver o pote no final do arco-íris, a "pega" ficou mais suave, o bico desinchou e cada dia que passava o prazer em amamentar que eu tanto havia ansiado se fazia mais presente. Quando a Lara estava prestes a completar 1 mês a dor e o incomodo cessaram completamente e ai foi só alegria.


        Mesmo com todo esse contratempo eu optei pela amamentação em livre demanda e quando a dor deu lugar ao prazer, eu pude me sentir nas nuvens. Ver minha princesa crescendo forte e saber que toda vitamina e nutrientes que ela recebia vinha única e exclusivamente de mim, fez valer qualquer dor, ela mamou exclusivamente no peito até os 6 meses e depois dessa época fui inserindo novos alimentos no cardápio dela, mas sempre regados ao bom e velho leite materno.
        Quando ela foi crescendo, as mamadas passaram a ser mais espaçadas, ela mamou até os 3 anos e meio e nessa fase, a amamentação era feita pela manha, antes de ir pra escola e a noite, antes de dormir. Era o nosso momento, e acreditem, o momento mais especial para nós duas! Quando ELA decidiu que chegou a hora de desmamar, sabíamos que tínhamos tirado todo o proveito do mundo que podíamos daqueles momentos e não foi triste, foi apenas uma etapa que conseguimos vencer juntas.


        Sei que muitas mães não amamentam o bebê através do leite materno, sei que cada uma tem seu motivo e esse post não é uma crítica a elas ou censura pela escolha feita, pois sempre levanto a bandeira que a mãe sabe o que é melhor para ela e seu bebê e se a escolha foi não amamentar o que cabe a mim e a todos os demais é no mínimo respeitar a decisão dessa mãe. Esse post foi escrito para incentivar as mães que estão na dúvida ou as que querem porém tem medo, a seguir sim por esse caminho, mas já avisando de antemão, que elas terão de ser forte e lutar com unhas e dentes para tal, porém serão gratificadas com algo que não consigo nem descrever!



Espero que tenham gostado!
Beijos