Depois de toda repercussão que teve o caso de Torres, onde a
gestante Adelir foi levada de sua casa por policiais para um hospital, onde ela
foi obrigada a se submeter a uma cirurgia graças a um
mandado judicial.
Independente do tipo de parto que você escolher, não estamos
aqui para julgar qualquer escolha que seja, toda mulher – mãe – gestante, tem o
direito e porque não o dever de se informar o máximo possível sobre a sua
escolha. Antigamente, entendo que era difícil de ter acesso a essas
informações, mas hoje, com a tecnologia ai, a nosso dispor, está fácil demais
se tornar uma gestante emponderada de informação.
Quando se fala no assunto parir, logo nos vem à cabeça o
parto normal, que é aquele que a mulher pari o bebê pela vagina no hospital e a
cesárea (que não é um parto e sim uma cirurgia como descreve o link citado
acima), que também é realizada no hospital, porém trata-se de uma intervenção
médica que é indicada pela OMS para
gestações de risco onde o bebê e/ou a mãe correm REAIS riscos, mas além destes
temos outras variações. Um deles é o Parto Natural, onde não há nenhum tipo de
intervenção sem que haja a real necessidade de fazê-la, sem episiotomia, manobra de
kristeller, toque sem o consentimento da gestante e não ruptura da bolsa
artificialmente, dentre outras práticas comuns que são realizadas em hospitais.
Há o Parto Domiciliar e este se subdivide em dois tipos: Assistido ou
Desassistido. O Desassistido é aquele que a gestante pretendia ir ao hospital
ou casa de parto, porém não houve tempo hábil para isso e o bebê acabou
nascendo em casa, na rua, no carro, enfim, em qualquer lugar onde não estava
presente uma equipe de parto, nesses casos assim que possível a puérpera (que é
a mulher depois de dar a luz) e o recém-nascido sejam levados a uma unidade de saúde
para avaliação de ambos. Já o Parto Domiciliar Assistido é aquele onde a
gestante opta por parir em casa, e contrata uma obstetriz (que é a
profissional anteriormente conhecida por parteira), uma doula, que dará todo suporte
emocional para a gestante, e também realizará massagens e outros métodos não invasivos
para o alivio das dores do trabalho de parto, neste tipo de parto a mulher tem
total liberdade para se locomover e ficar na posição que achar preferir e
trazer-lhe mais alivio, ela também decide se quer ou não comer, a intensidade
das luzes e as pessoas que estarão ou não presentes, o diferencial desse
escolher esse parto é que após o nascimento o bebê não se separa da mãe, vai
direto para o colo dela e assim que o bebê desejar já pode mamar.
E há o parto humanizado, que é aquele que são respeitados a bebê e a gestante, é
levada em consideração a opinião dela e também há a empatia por parte da equipe
que a acompanha. Essa humanização se encaixa em todos os partos citados acima,
até mesmo na cesárea, pois quando a equipe humanizada realiza a intervenção
levando em conta os riscos reais apenas e não por comodidade, a humanização
está sendo realizada.
Depois dessa breve descrição espero ter plantado a
sementinha da curiosidade na cabeça de todas as gestantes e futuras mamães para
escolher o parto e se tornar protagonista dele, seja qual for.








