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Relatos de Parto - Os lindos partos da Glau!

Oi, pessoal, hoje trouxe os relatos de parto de uma amiga querida, a Glaucia. Ela relatou o nascimento das duas filhas, um parto foi normal em uma Casa de Parto e o outro foi um lindo parto domiciliar! Deixo você agora com as lindas e emocionantes palavras dela:
Sou mãe de duas ! Meu relato surge na madrugada. Após a mamada da caçulinha.
Minha historia começa em 2011 quando descobri que estava gravida. Minha gravidez foi super desejada e planejada. Quando tivemos o positivo em mãos foi uma festa.

Relatos de Parto - O nascimento da princesa Luma

Eu sempre sonhei em ser mãe .. desde pequena que brincava de casinha e filhinha etc ...
Porém aos 18 para 19 anos tive que fazer uma cirurgia de urgência com apêndice supurada em que quase morri ..
Fiquei internada no hospital cerca de 70 dias .. pois toda a medicação era feita na veia e a infecção grande.

Os médicos conseguiram me salvar, porém para eu não perder órgãos como ovários, útero etc

Relatos de "Parto"-O nascimento da Lara

Olá, pessoal!

Olha eu aqui de novo, mas dessa vez venho trazer o relato de "parto" da Lara, não posso colocar como parto mesmo, porque eu fiz uma cesárea e ela é considerada uma cirurgia e não um parto, mas vamos lá!



Eu engravidei da Lara dois anos depois de ter perdido a minha Luna, como contei aqui, nessa época eu tinha 19 anos e foi a coisa mais maravilhosa da minha vida me descobrir grávida novamente, mas nem tudo foram flores.

Eu tinha acabado de voltar do Playcenter, famoso parque de diversões que tinha aqui em São Paulo e eu me diverti muito, mas quando cheguei em casa uma dor abdominal me incomodava muito e eu resolvi ir ao médico na segunda feira próxima, então, no domingo eu passei muito mal, fiquei enjoando sem parar, o que me fez suspeitar de gravidez, já que estava demaaaaaaaais, aquilo e como eu já tinha passado pelo mesmo na gravidez da luna, eu tinha certeza, era meu novo bebê que estava chegando. Fui ao médico, peguei a guia para fazer o Beta e NEGATIVO! Fiquei totalmente frustrada, eu tinha certeza que aquele exame estava errado, fiz mais outros 6 exames e todo deram negativos, e eu continuava com a certeza que eu estava certa e eles errados, insisti tanto que o médico resolveu me prescrever um ultrason, fiz e confirmei o que eu já sabia (rá), porém meu bebê, que estava de 11 semanas, não tinha batimentos cardíacos, fui encaminhada com urgência para o hospital e o médico, após olhar meu exame, disse que meu bebe estava morto e por isso deveríamos fazer uma curetagem (procedimento para retirar o feto sem vida, da barriga da mãe) e eu, claro, sai correndo! isso mesmo, fugi! Era um sábado, mas depois das minhas suplicas e tentativas de suborno, a secretaria do meu ginecologista marcou uma consulta para segunda, no primeiro horário. Foi um final de semana interminável, mas na segunda, assim que encostou o aparelho na minha barriga eu pude escutar o lindo som do coração da minha princesa Lara.

Depois de toda essa confusão de negativos e positivos, eu pude realmente curtir a minha gravidez, ou pelo menos tentar né? Já que os enjoos me acompanharam pelos pelos primeiros 3 meses, e como eu não conseguia comer nada, eu até tentava, mas era bem complicado, tomei muito soro para não desidratar e comia, mesmo sabendo que vomitaria depois. Quando essa fase começou a passar, descobrimos um descolamento de placenta, causado, muito provavelmente, pelo meu dia de diversão no playcenter rs então passei a tomar medicação para tal e fui intimada a fazer repouso absoluto! Quando cheguei aos 4 meses, minha placenta finalmente colou, entretanto colou um pouco baixa e isso fez com que o repouso perdurasse um pouco mais.
Nessa época, já era natal, e eu estava ansiosa demais para confirmar - o que eu já sabia - que era uma linda menininha que eu carregava no ventre, consegui a certeza disso no meu 5º mês, e foi uma alegria só, meu pai ficou bobo, pois seria sua primeira netinha! Foi emocionante demais! Eu já tinha nomes em mente, e assim que descobri, logo anunciei que minha pequena se chamaria Lara Beatriz :)
Quando estava de 7 para 8 meses, eu tive uma séria inflamação nas costas, por causa do peso da barriga, e tive que apelar para a acupuntura, que me ajudou bastante, já que eu não podia tomar os remédios para essa inflamação, por serem muito fortes.
A gravidez foi chegando ao fim, e se aproximava um momento que me assustava muito, o parto, já que da ultima vez eu tinha perdido minha bebê nele. Então, por medo e também por não procurar mais sobre o assunto, eu taxei o parto normal como o vilão e culpado pela minha perda e não a violência toda que sofri, e isso me fez optar por uma cesárea eletiva. Combinei tudo com meu médico, ele faria a cesárea duas semanas antes da DPP (data provável do parto) e adivinhem???? Cairia no mesmo 14/05, onde eu havia perdido a Luna. Fiquei em choque e várias vezes repeti a ele que não queria a data, porém era a única disponível dele. Segui com essa data, mas com a certeza que não chegaria nela.
Minha pressão é muito baixa, e na gravidez ela cai mais ainda, normalmente ficava entre 9 por 6, mas as vezes caia para 8 por 4 e então eu desmaiava com frequência. No dia 09/05, eu acordei diferente, me sentindo meio estranha sabe? E fui para uma consulta com meu obstetra logo pela manha, expliquei a ele que meus desmaios estavam cada dia mais frequentes e ele disse que era normal, por causa da pressão baixa. Ele então pediu que eu subisse na maca para medir a circunferência da barriga e quando eu fui descer, apagou tudo e eu cai, bati minha barriga na balança de pé, que ele tinha na sala, e então ele ficou preocupado e decidiu me pedir um ultra morfológico, para saber se estava tudo bem com a Larinha.
Pelo meu plano da época foi impossível marcar, então optei por um exame particular e então, a mesma médica que me deu a noticia lá no começo da gravidez que meu bebê não tinha batimentos me apareceu na porta, gelei, não tinha uma boa impressão dela, ela sempre me dava noticias não tão boas!!! Mas fiquei calada e não demorou muito para ela me mandar com urgência para o hospital, pois eu estava sem liquido nenhum e minha bebê precisava ser retirada o quanto antes. :(
Sai de lá e já liguei para meu obstetra que disse estar em uma cirurgia no hospital perto dali, o que era do meu convênio, por sinal. Fui para lá caminhando, quando cheguei ele estava saindo as pressas já, dizendo que tinha que ir para outro hospital e perguntou se eu poderia encontrá-lo lá, eu deixei meu exame com ele e fui para o ponto de ônibus, na época não tinha carro e não queria incomodar ninguém, mas para chegar nesse tal hospital eu teria que pegar dois ônibus, e isso demorou, quando estava entrando no segundo, o meu médico ligou desesperado, dizendo que estava olhando meu exame e que tínhamos que fazer a cesárea naquele dia mesmo e perguntou onde eu estava, disse que estava entrando no segundo ônibus para encontra-lo, ele quase infartou, brigou por eu não ter dito que dependia de ônibus, pois se não ele mesmo teria me levado, ele era muito legal. Fui para o hospital, no caminho avisei a todos da família, e quando eu cheguei, duas horas depois, todos já estavam lá, em pânico kkkkkk Fui assinar a internação e o meu obstetra quase me arrancou dali, correndo comigo para a sala de parto, entre chegar e ela nascer demorou 15 minutos! Foi rápido e frio.
Minha filha nasceu saudável, chorou, foi mostrada para mim e só...
Nesse instante eu me arrependi amargamente da cesárea, foi tão frio que eu mal pude observá-la, ela foi levada e eu apaguei, acordei duas horas depois e sem ninguém para me dizer onde minha pequena estava. Depois de doze horas deitada, quando finalmente me liberaram para levantar eu atravessei o hospital a procura da minha pequena, que até então não tinha sido trazida para mim.


Não pude amamenta-la na primeira hora, não pude sequer segura-la. Me senti impotente...
Sei que tenho muito a agradecer por ela estar vida, mas devo-lhe desculpas eternas pela forma fria que foi recebida!
Hoje, eu já li muito sobre isso, sobre todos os tipos de parto e sobre a cesárea, sei muito mais do que sabia há 6 ou 8 anos atrás, e agora digo com toda certeza que anseio pelo meu VBAC, que é um parto vaginal após uma cesárea. Pra quem não sabe, desde fevereiro eu sou uma tentante, e se depender de mim farei de tudo para que esse filho chegue ao mundo da forma mais respeitosa possível. Com o estudo pude saber que há casos sim, que necessitam de uma cesárea e que ela salva muitas vidas, mas que em muitos casos no Brasil, ela não está sendo usada corretamente e por isso há uma banalização da mesma. Quero mais que um parto, quero que meu próximo bebê venha da forma mais humanizada possível!


Bom é isso, essa é a história do dia que me tornei mãe pela segunda vez!
E desde então a Lara me faz a mulher e mãe mais feliz do mundo todos os dias!
Se tiver alguma mamãe ou papai que deseja compartilhar sua experiência aqui, só encaminhar um email para dedicacaodemae@gmail.com contando sua história!

Beijokas


Relatos de Parto - Um dia das mães sem cor

        Hoje venho contar como foi o parto da minha princesa Luna e seu terrível desfecho.


        Na época eu tinha 16 anos e engravidei do meu namorado da época, como meu desejo sempre foi ser mãe, em momento nenhum eu pensei em desistir da gravidez e interrompê-la, tive o apoio total da minha família.
        Durante a gravidez, eu fiz o pré-natal certinho, fiz somente duas "ultra", que pra mim eram radiação suficientes para o bebê já e engordei, e como engordei, foram 26 quilos a mais, sendo a maioria deles adquiridos na reta final da gestação.
        Quando estava com 38 semanas, sentia um pouco de dor na lombar, mas o médico me disse que era normal, então segui sem reclamar, numa tarde, com 41 semanas, a dor estava insuportável e resolvi tomar um banho para alivia-la e durante ele eu senti minha barriga descendo e o liquido da bolsa escorrendo pela minhas pernas. Fiquei tranquila, terminei o banho e liguei para o corpo de bombeiros e informei que estava de bolsa rota, porém sem contrações, e eles prontamente mandaram uma ambulância para me buscar e me levar ao hospital. O bombeiro que me buscou, brincou comigo e disse que eu teria que trabalhar muito pra comprar fralda e leite, que os bebês consumiam muito, ele foi muito atencioso comigo, claro que percebeu que estava muito nervosa.
        Minha internação foi as 18:15, na Santa Casa da minha cidade, fiquei sozinha no hospital, não permitiram nenhuma companhia, apesar de na época eu ter apenas 16 anos. Como disse acima eu estava completamente sem dor, mas logo colocaram eu no soro de ocitocina sintética, e logo a dor veio, e amigas, ela veio com força! No quarto onde fiquei, tinham mais 4 gestantes em trabalho de parto e todas elas gemiam muito, e assim como eu, estavam todas sozinhas, tentávamos nos apoiar, mas a dor de algumas parecia tão dilacerante, seja por medo, angustia ou solidão, que elas mal conseguiam se expressar direito. Quando deu meia noite, me dei conta que já era dia das mães (14/05/2006) e eu como queria caminhar um pouco, sai pelos corredores, escondido das enfermeiras, e fui visitar as outras mamães que já tinham ganhados seus bebês e estavam no quarto, para desejar a elas um feliz dia das mães. 
        Voltei para o quarto já eram mais de 2 horas da manha e a dor seguia latente. Acho que naquela noite fizeram uns 15 exames de toque, pelo menos, e cada hora era uma pessoa diferente que o fazia, aquilo foi muito desconfortante para mim, me lembro com tristeza. 
        Quando deu 6 e meia da manha, uma enfermeira entrou no quarto e pediu que eu deitasse na cama e empurrasse a cabeceira da cama, para ajudar a Luna a "descer", meia hora depois a obstetra do turno do dia entrou, fez mais um toque e disse que eu já seria levada para a sala de parto, que já tinha dilatado tudo.    Porém, nessa hora a menina do lado começou a gritar e quando foram olhar a cabeça do neném dela já havia nascido, assim, ela me disse que eu esperaria ela atender a outra e logo depois seria eu, essa é a ultima coisa que me lembro com clareza, ela me dizendo que já voltava para me buscar.
        A partir daqui o que tenho são flashs de lembranças e o relato das pessoas que estavam a serviço na maternidade aquele dia.
        Eu entrei na sala de parto já com eclampsia e logo depois tive uma convulsão, ai os médicos e enfermeiros amarraram meus braços e pernas na mesa de parto e pediam que eu fizesse força e parasse de me debater - efeito da convulsão - como se isso fosse algo que eu estivesse fazendo de propósito. Me lembro de momentos do anestesista gritando comigo, dizendo que eu estava matando meu bebê. Isso são palavras que jamais conseguirei apagar da minha mente.
        A minha bebê coroou e saiu a cabecinha dela até a altura da testa, porém como eu desmaiei eu parei de fazer força e consequentemente o parto não evoluía, usaram o fórceps, me cortam e muito (levei 45 pontos), ai nesse momento, acreditem, a médica que estava atendendo começou a passar mal e chegou a desmaiar -relato das enfermeiras que estavam de plantão - e foi preciso chamar o médico responsável da época, para finalizar o parto. Quando ele chegou, queria "empurra" o bebê de volta e fazer uma cesárea, mas uma das enfermeiras pediu para tentar uma ultima vez fazer a manobra de kristeller  e o médico permitiu, ela então subiu na mesa, nesse momento eu estava recobrando os sentidos, e empurrou com a perna, e a Luna então saiu de uma vez só, e então houve o silencio, os minutos mais ongos da minha vida, até que começasse a gritaria dos médicos e enfermeiros, dizendo para tentar reanima-la, porém, nisso já eram 9 e meia, 1 hora e meia depois do começo do parto e ela já tinha ficado muito tempo sem oxigênio e infelizmente foi dada como natimorta, ou seja, criança nascida morta. 
        A médica 1, então trouxe ela para eu ver e me deu a pior noticia do mundo, a de que minha princesinha infelizmente não sobreviveu a toda violência obstétrica que ela sofreu.
        Me desmanchei em lagrimas e desespero, não sabia o que pensar, não queria acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. E ai, me doparam, apaguei e fui recobrar os sentidos as 13h da tarde, daquele ensolarado dia das mães, sozinha, em um quarto frio, a essa altura meus pais já tinham chegado e estava lá embaixo, resolvendo os tramites para a liberação do pequeno corpo da minha princesa.
        Pedi que me trouxessem ela, mas se recusam, então pedi que me levassem lá, e negaram também, mas mesmo assim, peguei uma cadeira de rodas e desci três andares até o necrotério do hospital, onde estava o corpinho dela, a troquei e segurei minha princesa pela primeira e ultima vez com sua sua roupinha de saída de maternidade que eu passavas horas imaginando ela usando. Na testa a faixinha linda rosa cobri ao roxo que ficou da compressão do meu períneo sobre ela. Ela nasceu grande 54 cm e 4.200 gramas, branca, como futuramente seria sua irmã Lara e linda!
        Não fui liberada para ir ao enterro dela, que foi no mesmo dia as 15 horas, mas me liberaram para ir para casa as 17:30. Com muita dor física e emocional. Meus pontos inflamaram e 3 dias depois tive que retornar ao hospital, porém, misteriosamente, minha ficha havia sumido e está assim até hoje.
        Já faz 8 anos que minha primogênita se foi e não há um dia que não me lembre dela, de como ela estaria hoje, de todos os dias de sua vida que me foram roubados. Mas entreguei minha dor ao meu Deus, que nunca me desamparou e ele me deu forças para seguir em frente e depois de dois anos eu pude dar a luz a uma outra garotinha, Lara, em uma sexta feira 09/05, dois dias antes do dia das mães!


        Sei que nada no mundo jamais apagará minha dor, mas por mais difícil que pareça, sempre podemos recomeçar, claro, sempre haverá uma marca que lembrará aquilo que vivenciei!
        Esse post não tem como objetivo criticar o parto normal, muito pelo contrário sou uma militante para divulgação do parto humanizado, mas sim para alertar as futuras mamães, para que se informem, procurem, leiam, entendam cada fase da gravidez e de cada tipo de parto, para que vocês saibam exatamente o que está acontecendo e possam fugir dessas tristes violências obstétricas!
        E semana que vem eu trago o relato de parto da minha princesa Lara, que foi meu presente, meu recomeço!
        Até lá!

E pra quem quiser contar sua história aqui também, basta mandar um email contando tudo para
dedicacaodemae@gmail.com
Ficaremos felizes em compartilhar sua história aqui :)

Beijos

Relatos de Parto - Nascimento Morelzinho

Olá galera que curte o blog dedicação de mãe, me chamo Tatiane, tenho 28 anos, sou casada com Morel e este ano 2014, completamos 11 anos de casados.

Em janeiro de 2013, resolvemos que aquele ano, seria o ANO, pois tentaríamos realizar um desejo antigo, que era de sermos papais.
Porém tudo sem ansiedade. Na minha cabeça eu já tinha estipulado que eu engravidaria só laaaaaá para o final do ano, afinal de contas, sempre ouvi as pessoas falarem que quando se quer engravidar, é muito difícil e que a ansiedade atrapalha e tudo mais. Aí deixamos acontecer naturalmente sem pressa ou cobrança. Passou janeiro, fevereiro e em Março minha menstruação atrasou, aí o coração bateu mais forte, fiz 2 testes de farmácia e pra minha agonia os 2 deram negativos e lembra aquela parte de não ficar ansiosa? Esquece!!! Kkkk.. Fiquei enlouquecida.. Kkkk... Sei lá, eu estava com uma sensação estranha era algo diferente, que eu nunca tinha sentido antes. Aí resolvi fazer um exame de sangue, fui até uma clínica aqui perto de casa e fiz o exame, que ficou pronto no outro dia, olha nunca vi um dia longo viu, as horas não passavam e eu estava cada vez mais ansiosa. Ah e claro que eu não tinha contado nada pro Morel né, porém, tive que contar no outro dia. Ele ficou enlouquecido e claro ansioso.. Ahahaha.. Tadinho quase fiz ele infartar, abrimos o exame e só tinha um número de resultado, não dizia nem positivo, nem negativo. Esse dia foi inesquecível dia 07/03/2013 ali começava a jornada mais linda de nossas vidas, finalmente GRÁVIDOS. Ah descobri que o número que estava no exame era positivo, pois o Morel no desespero me levou para o hospital para algum médico nos dar informações.... Kkkkkk....E desse dia em diante nossa vida ficou linda, mais iluminada, que sensação deliciosa.
Fomos ao médico e ele pediu vários exames de sangue, ultrassom e um monte de coisa. E eu claro queria registrar tudo desde o começo. Sabe aquela coisa pra guardar de recordação, queria gravar tudo.. Kkkk... Aí através de indicação, fomos fazer o primeiro ultrassom e neste lugar eles gravavam as imagens em
DVD. Chegado o grande dia (do nosso primeiro ultrassom), entramos na sala e eu ansiosa, naquela posição nada confortável... Rsrs... O médico lá... me examinando, começou a falar o tamanho do embrião, que a gestação era de 5 semanas, porém, só tinha um pequeno problema, o embrião estava sem batimentos cardíacos, e. que não era pra eu me preocupar, afinal de contas é super normal uma gestação não ir pra frente e que provavelmente eu abortaria. Meu DEUS, eu gelei, meu coração acelerou, não estava acreditando naquilo que estávamos ouvindo, foi quando o Morel perguntou pra ele: com quantas semanas da pra ouvir os batimentos cardíacos de um embrião??? Aí o médico, um cara totalmente sem noção, respondeu 6 semanas... Eu estava vendo a hora que o Morel ia dar uma voadora na cara do médico... Kkkk... gente vê se pode, olha o jeito que o animal, ops o médico falou com a gente? Se eu estava de 5 semanas e só da pra ouvir os batimentos cardíacos, a partir de 6 semanas, é claro que não dava pra ouvir nada né!!!! Poxa que cara mais sem noção... Levantei e fomos embora chateados, isso aconteceu uma sexta-feira. Cheguei em casa, tomei banho, fui pra faculdade, assisti aula... Ou pelo menos tentei né, eu estava preocupada, ansiosa, com medo. No sábado eu acordei, fui fazer xixi e adivinha, eu estava sangrando um pouco, porém tinha sangue, meu Deus eu fui do céu ao inferno em questão de segundos. Sai chorando do banheiro, chamando o Morel falando pra ele que tinha acabado, que eu estava abortando e ele coitado sem entender nada, tentando me acalmar. Gente que sufocoooo!!!! Ahahaha eu ganharia o OSCAR, parecia filme de drama claro!!! Ligamos pro meu médico e ele pediu pra eu me acalmar, fazer repouso e na segunda-feira era pra eu ir até o consultório dele, porém antes, pela manhã, marcar com a esposa dele pra ela fazer um ultrassom, desta forma ele já me atenderia com o exame em mãos. Gente, foi o sábado e o domingo mais longos da história. Eu chorei muitoooooooo, aquilo não podia tá acontecendo, o médico do ultrassom tinha razão, não tinha batimento, porque a gestação não ia evoluir. Tudo isso na minha cabeça, tá??? Kkkk Finalmente a tão esperada segunda-feira chegou, ligamos pro consultório conseguimos marcar o ultrassom e logo em seguida a consulta. 
 No ultrassom a Dra. Cassandra começou a me examinar e ela via nosso desespero, foi quando ouvimos a mais linda sinfonia do universo, os batimentos do nosso neném... Gente!!! Que emoção, que alívio!!! Ela explicou que eu tive um pequeno descolamento no saco gestacional e por isso tinha sangrando. Aí em seguida meu medico Dr. Francisco me atendeu, receitou um remédio, e pediu pra eu fazer repouso total, e que dentro de 2 semanas ele me veria novamente.
Depois desse susto todo, foram só alegrias, minha gestação foi super tranquila, eu quase não enjoei, só sentia sono, parecia uma ursa... Kkkk..senti vontade de comer arroz com morango ... Kkkk... .e graças a Deus eu e meu marido fomos acompanhados por um excelente médico que foi um verdadeiro pai pra gente... Nos acolheu com tanto carinho e respeito que a gente contava os dias pra irmos nas consultas. Ahhh e a respeito do ultrassom, nunca mais quis voltar naquele lugar... Fiz todos os outros com a Dra Cassandra, esposa do Dr. Francisco. E aprendi que a melhor recordação a gente grava na memória... Kkkk..
Eu contava os dias, queria muito ver a barriga aparecer. Com 5 meses descobrimos que seriamos agraciados com um meninão, que alegria, ficamos todos bobos... E o papai, claro, ficou encantado. E desde o começo, já sabíamos o nome do bebê, se fosse menino seria Morel Camilo Filho e se fosse menina se chamaria Helena. Depois do 5 mês a barriga começou a crescer e dai pra frente ficava cada vez maior. Eu ficava imaginado tudo, como eu iria dar banho, trocar fralda, amamentar, cuidar do neném, sei lá começou a me dar medo, medo de não dar conta, de não conseguir cuidar direito. Eu sou meio desastrada... Kkkk... Ficava imaginando eu com uma criaturinha tão pequenina pra cuidar... E se o neném engasgasse com o leite??? Como eu iria fazer???? Foi aí que eu comecei a pesquisar, isso mesmo fazer aula por conta própria. Visitei vários sites, assistimos vários vídeos, isso mesmo assistimos, sabe por quê??? O Morel desde o dia 07/03/2013 que descobrimos a gravidez, ele ficou grávido comigo.. Kkkk... Me acompanhou em todos os momentos, desde um simples exame, até a consulta mais longa.
Aí foi como se a gente tivesse tendo aula teórica de tudo.
No dia 04/11/2013 segunda-feira fomos numa consulta de rotina, eu estava parecendo uma ursona, gigante com um super barrigão lindo, me achando a mulher mais poderosa do mundo.. Kkkk... O Dr. Francisco me viu, examinou, fez exame de toque, e nada, eu não tinha dilatação, o colo do meu útero estava fechadinho, Morelzinho não estava encaixado e eu estava ficando inchada, porém nada acontecia, eu não sentia dor, nadinha. foi aí que ele olhou pra mim, pro Morel e falou: o que você acha do Morelzinho nascer sexta-feira dia 08/11/2013???? Isso, claro, se ao longo da semana não acontecer nada. Eu topei na hora, estava ficando ansiosa, pois eu já estava de quase 40 semanas, toda inchada, já não dormia mais, e claro queria muito ter nosso filho logo... Eu queria ter o Morelzinho com parto natural, porém nada favorecia, por isso que o Dr Francisco e nós, optamos pelo parto cesariana, seria mais seguro pra mim e pro neném.
A semana ia passando e nada acontecia eu continuava inchada e o Morelzinho não tava nem aí pra sair...kkkk
Os dias foram passando, a ansiedade aumentando e tudo preparado.
Chegou o grande dia, dia 08/11/2013 as 6h da manhã eu e Morel demos entrada na maternidade. Como aqui na cidade de Marília/SP, moramos somente nós 2, optamos por um quarto onde o Morel pudesse ficar comigo e com o Morelzinho o tempo todo, pois se fosse quarto coletivo eu teria que ficar sozinha. Internação ok, tudo pronto, Morel do meu lado o tempo todo segurando na minha mão, eu com uma mistura doida de sentimentos, quando ás 7:49h eu ouvi pela primeira vez o choro do grande amor da minha vida, aquele choro era a música mais linda que meus ouvidos já ouviram, e quando trouxeram ele perto de mim, Meu Deus!!!!! que emoção choramos muito, aquele anjinho pertinho de mim, quando sentiu minha presença na hora parou de chorar...foi incrível....fui pra recuperação e lá mesmo já colocaram o Morelzinho pra mamar, foi mágico eu estava radiante. Fomos pro quarto, e agora nossa família estava mais que completa eu, Morel e Morelzinho. Ah!!! Morelzinho nasceu medindo 49cm e com 3.180kg. 

No sábado tivemos alta e fomos pra casa, estávamos um pouco ansiosos , pois não sabíamos como iria ser em casa, nós 2 cuidando do Morelzinho. E sabe, foi tudo maravilhoso, lembra daquelas pesquisas, vídeos???? Foram excelentes, em casa colocávamos em prática tudo o que aprendemos. Graças a Deus Morelzinho sempre foi tranquilo, nunca teve cólicas e até o 6 meses só mamou no peito. Hoje ele está com 9 meses e continuo amamento. Nos primeiros 3 meses a nossa maior dificuldade era com o sono, pois de 3 em 3 horas tinha que dar mama e o cansaço era grande. E era um ciclo... Mama, trocar fralda e fazer dormir... Aí o neném acorda de novo mama, troca fralda e faz dormir... Kkkkk... Bom espero que tenham gostado da minha história, me sinto privilegiada por Deus, pois fui abençoada desde o começo. Tenho um marido maravilhoso, super paizão coruja, está sempre com a gente, vai em todas as consultas no pediatra, vacinas, exames e está sempre por perto. Obrigada minha querida amiga Janis, pelo convite maravilhoso, o blog está incrível, cheio de informação de qualidade. Adoro.
Grande abraço da família Purchio.

E pra quem quiser contar sua história aqui também, basta mandar um email contando tudo para
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Beijokas

Relatos de Parto - Nascimento Alice

Olá, mamães e cia!

Hoje inicio no blog uma nova coluna - Relatos de Parto - e hoje vamos começar com uma amiga minha pessoal, muito querida! Que vivenciou uma história linda de luta e vitória!


•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)

(¸.•´ (¸.•` Sou Adriana, Mãe da Alice e da Vívian e hoje venho contar um pouco do nascimento da Alice para vocês!

Aos 25 anos de idade engravidei pela segunda vez, tinha acabado de me casar e não estava nos meus planos, porém para a família do meu marido era tudo,primeiro neto,então deixei me levar pela emoção.





Quando comecei meus exames já estava de 7 semanas,e pelo exame já deu para ver ela começando a se formar <lindo demais< mas não deu para ver o sexo.Meu marido foi acompanhando as consultas ao obstetra,quando ele ouviu o coração pela primeira vez percebi a emoção dele só pelo olhar,os meses foram passando e com 24 semanas fiz o ultrasom morfológico,na sala estava meu marido e meu sogro,como eu já tinha uma menina de 7 anos esperava que viesse um menino,mas no momento que o médico colocou o aparelho na minha barriga eu vi que era uma menina,mas deixei ele fazer o trabalho dele,ele então perguntou se eu gostaria de saber o sexo do bebe,disse que sim,ai ele disse que era uma menina,os dois ficaram imobilizados com a notícia,porque também esperavam um menino,nosso Kaue, mas Deus sabe oque faz,ai então agradecemos a Deus e começamos a preparar a chegada da nossa princesa Alice,com sorte ganhei quase tudo,foram muito pouco as coisas que comprei para ela,como muito querida e esperada sempre ganhava lembranças.Tive uma gravides super tranquila,fiz todas as consultas,exames para que ela viesse saudável.Meu parto estava programado para o dia 04/05/2014,como minha primeira gestação foi cesária imaginei que essa também seria.

Conversei com o meu medico,expliquei para ele que talvez teria que ser cesária,mas ele disse que existia a possibilidade de ter um parto normal,mas como eu tenho asma fiquei um pouco preocupada.Enfim chegamos ao mês de abril,faltava apenas um mês para o nascimento da minha pequena,cada dia mais ansiosa e preocupada,parei de trabalhar com 32 semanas para realmente cuidar do fim da minha gestação,Como de costume de toda gestante comecei a dar os últimos retoques no enxoval dela e na mala do hospital,Enfim cheguei a 38 semanas,começou as dores,eu ia para o hospital umas três vezes na semana,e sempre ouvia a mesma coisa,que ainda não estava na hora,a minha angustia só aumentava porque eu sabia que eles queriam um parto normal e eu não iria conseguir.
Quando foi no dia 30/04/2014 passei muito mal,senti muita dor mas não quiseram me internar,fui para casa mas no sábado dia 03/05/2014 de madrugada por volta das 03:00 da manha eu senti que as contrações estavam aumentando,segurei a dor até as 07:00 da manha ai eu já não aguentava mais,fui para o hospital e me internaram imediatamente,já estava com 39 semanas e 6 dias,fizeram o cardiotoco mas o coração estava bem,só tinha dilatado 1 dedo,ai o medico falou para fazer a cesária,para aquele dia já tinha agendado 5 cesárias,e a minha só seria feito depois de todas.Quando fui encaminhada para a sala de pré parto era por volta das 09:30 e estava cheia,todas as mãezinhas que estavam lá não estavam com dor,conversavam para o tempo passar até chegar sua vez,eu por sinal estava sentindo muita dor,não conseguia mais sentir a Alice mexendo,e aquilo foi me deixando muito mais nervosa,as horas foram passando,quando foi 15:00 chamei a enfermeira e perguntei a ela quando seria minha vez,ela disse que eu seria a próxima mas eu teria que esperar o anestesista voltar do almoço,as 15:40 começaram a me preparar para o tão esperado momento,meu marido estava na outra sala se preparando também para assistir o meu parto.Minha princesa nasceu as 16:19, foi aonde que veio uma pergunta estranha do meu marido,ele me perguntou se era normal o bebe nascer verde,eu disse que não,ai começou a correria,ela havia passado da hora e engoliu sujeira do parto,isso causou insuficiência respiratória e ela precisou de ir para uti.Não consegui ver ela pela primeira vez no dia seguinte as 08:00 da manha quando o efeito da anestesia havia passado,ver minha pequena ali naquela incubadora entubada e cheia de acessos para sobreviver foi horrivel,uma dor que jamais irei esquecer,passou 5 dias entubada,foram dias horríveis,cada dia era uma noticia que me abalava,pneumonia, infecção no estomago,sopro no coração,meu Deus nunca imaginei que iria passar por tudo isso.quando pensava que ia acabar ela parava de reagir com os medicamentos,chorei demais.



Mas quando ela estava completando 35 dias de uti vi a luz no fim do túnel,a medica transferiu ela para a semi uti,um pé para a alta.No dia 10/06/2014 quando eu cheguei no hospital peguei a visita da pediatra ,ela pediu uns exames para ver como ela estava,para a alegria da família tudo estava bem,ai então recebi a noticia mais esperada em 39 dias,a alta da minha princesa,fiquei muito emocionada,chorava toda hora,por volta das 15:00 ela foi para o carrinho que a levaria para a recepção do hospital onde finalmente ela iria para casa.Hoje graças a deus ela esta bem,fazendo acompanhamento com o cardio e pediatra,esta com 3 meses e com 4,300 k,linda.Sou muito grata a Deus por me dar a chance de tela comigo e ver ela crescendo.



Relato de um PAIdrasto - Por Thiago Bomfim

        Olá, me chamo Thiago, e hoje vim contar um pouco da minha experiência em ser pai de coração da Lara.


         Hoje em dia ainda poucas pessoas sabem o que é ser pai de coração, e quem sabe é por um conceito já formado, como o de padastro e ponto final ou por ter um pai assim. Mas hoje quero desmistificar isso. Eu sempre tive vontade de ser pai, claro que com a pessoa certa, mas como eu sempre costumo dizer, na vida não se sabe o que vem pela frente, e meu destino era me tornar pai e quem diria, um pai de coração!

        Então, em 2011 eu conheci a minha namorada Janis (atualmente minha esposa) e junto com ela conheci a Lara. No começo, acho que acontece com todo mundo que namora alguém que já tenha filho, antes de se tornar o pai de coração é chamado de "tio" - rsrsrs. Num ponto de vista sincero, seria um pouco precipitado, ela me chamar de pai, logo de cara, pois não tínhamos o contato suficiente ainda, vista que morávamos na mesma cidade, porém em bairros bem distantes. A situação toda começou a tomar outro caminho no momento que eu e a Janis decidimos unir as escovas de dente :)
        Com o passar dos meses a referência masculina para Lara passou a ser a minha responsabilidade ou seja, aos poucos fui assumindo o papel de pai dela!!!

      E claro, isso é um desafio e tanto, pois uma coisa é você saber que vai ser pai e tem os nove meses para se preparar, como manda o figurino e todos aprendem do zero, juntos, mãe pai e filho.

       No meu caso eu considero que inicialmente fui o filho, pois a minha filhinha Lara e a minha esposa já tinham seus rituais e manias, pois a Lara veio de vez para mim com 5 anos completos e hoje já são 1 ano e 3 meses dessa convivência única, onde a cada dia procuro melhorar por ela e para ela. Pois, como citei acima, não acompanha-la do nascimento até essa idade, me rendeu muita coisa para aprender em pouco tempo rsrsrs


        As vezes, me pego pensando no momento que a Lara ganhar um irmãozinho ou irmãzinha, se vou
falhar como pai ou "ama-la" menos...mas já no mesmo momento vejo que isso não existe, que amarei a minha pequena igual ao seus irmãos ou até mais, pelo fato dela ser a responsável por eu me tornar pai.

     
        Então a todos que não tem uma opinião sobre esse assunto "enteado e padastro", não sabe o quão importante isso pode fazer diferença no futuro de uma criança, que um dia, seja por qual motivo for, tenha sido privada do convívio do pai biológico, porque, como diz aquela antiga frase tão repetida...PAI É QUEM CRIA!

Thiago Bomfim, 23 anos, marido da Janis e pai da Lara.

Amamentação - as delícias e as dificuldades.

        Hoje venho falar sobre amamentação, sei que hoje muitos ativistas e mães defendem a causa da amamentação e eu sou uma dessas pessoas \o/, porém por já ser mãe e ter amamentado minha princesa eu sei das dificuldades que as mamães enfrentam quando essa hora chega!


       Vou contar um pouco da minha experiência de amamentação, nem todos sabem mas há 8 anos atrás eu perdi uma bebêzinha, na hora do parto e por isso eu tive leite, mesmo com os remédios receitados pelo ginecologista do hospital, eu ainda continuei a produzir leite e na época a Santa Casa, da cidade onde eu moro não estava aceitando doação, por isso eu jogava fora todo aquele alimento que meu corpo produzia para minha pequena Luna.
       Depois de dois anos a minha princesa Lara nasceu e tudo que eu mais queria era amamenta-la, ahhh como ansiei por aquilo. Imaginando como seria maravilhoso dar o alimento do meu corpo para saciar a fome do meu bebê, foi lindo, mas não foi nem de longe fácil. Como a Lara nasceu de uma cesárea e eu pude vê-la somente 12 (isso mesmo DOZE longas horas depois do parto), ela foi alimentada com a fórmula, fornecida pelo hospital e quando chegou nos meus braços para mamar, ela teve muita dificuldade para pegar o bico, o que machucou a pele já sensível do meu seio, deixando rachado. 

Quando ela finalmente aceitou que teria que aprender a mamar ali e "pegou" o bico corretamente, ele já estava bem machucado e isso me fazia sentir muita dor durante a amamentação. Era muito difícil, toda vez que a Lara requisitava o mamá eu estremecia, pois sabia o que me aguardava, pensei em desistir algumas vezes, quando a dor começava a ficar insuportável, algumas vezes após a amamentação o bico sangrava. Meu médico na época disse que era uma fase e que passaria e que para cicatrizar o dano causado eu deveria usar o próprio leite. Na segunda semana de vida da Lara, cada vez que ia amamenta-la era praticamente um ritual, eu me sentava, o mais confortável que conseguia e colocava uma toalha na boca, para abafar os gemidos de dor que eu emitia instintivamente a cada sucção da pequena.
       Na terceira semana, já conseguia ver o pote no final do arco-íris, a "pega" ficou mais suave, o bico desinchou e cada dia que passava o prazer em amamentar que eu tanto havia ansiado se fazia mais presente. Quando a Lara estava prestes a completar 1 mês a dor e o incomodo cessaram completamente e ai foi só alegria.


        Mesmo com todo esse contratempo eu optei pela amamentação em livre demanda e quando a dor deu lugar ao prazer, eu pude me sentir nas nuvens. Ver minha princesa crescendo forte e saber que toda vitamina e nutrientes que ela recebia vinha única e exclusivamente de mim, fez valer qualquer dor, ela mamou exclusivamente no peito até os 6 meses e depois dessa época fui inserindo novos alimentos no cardápio dela, mas sempre regados ao bom e velho leite materno.
        Quando ela foi crescendo, as mamadas passaram a ser mais espaçadas, ela mamou até os 3 anos e meio e nessa fase, a amamentação era feita pela manha, antes de ir pra escola e a noite, antes de dormir. Era o nosso momento, e acreditem, o momento mais especial para nós duas! Quando ELA decidiu que chegou a hora de desmamar, sabíamos que tínhamos tirado todo o proveito do mundo que podíamos daqueles momentos e não foi triste, foi apenas uma etapa que conseguimos vencer juntas.


        Sei que muitas mães não amamentam o bebê através do leite materno, sei que cada uma tem seu motivo e esse post não é uma crítica a elas ou censura pela escolha feita, pois sempre levanto a bandeira que a mãe sabe o que é melhor para ela e seu bebê e se a escolha foi não amamentar o que cabe a mim e a todos os demais é no mínimo respeitar a decisão dessa mãe. Esse post foi escrito para incentivar as mães que estão na dúvida ou as que querem porém tem medo, a seguir sim por esse caminho, mas já avisando de antemão, que elas terão de ser forte e lutar com unhas e dentes para tal, porém serão gratificadas com algo que não consigo nem descrever!



Espero que tenham gostado!
Beijos