Indicação de Livro - Meu irmão não anda, mas pode voar.



Hoje trago a história de um livro muito especial, que me cativou de cara!  Nele conta a história de uma menina que queria muito ter um irmão ou uma irmã, pois se sentia muito sozinha. No seu aniversário de sete anos, seus pais lhe deram a tão esperada noticia, seu desejo seria atendido, porém ela achou estranho, pois a barriga da sua mamãe não havia crescido. Quando o grande dia chegou, ela estranhou mais ainda, pois não era um bebê, como os irmãos de suas amigas, mas sim um menino maior do que ela e que não podia andar. João, seu irmão de coração, era cadeirante e vinha de um orfanato, que é um lugar onde as crianças ficam esperando por uma mãe, um pai e uma irmãzinha como ela!
Assim começa a linda e fantástica história deses dois, que no começo é uma relação um pouco estranha, mais aos poucos, ela descobriu como eles tinham coisas em comum e que ele apesar de não poder andar,  podia voar, com a imaginação e o melhor, ela sempre poderia ir com ele.

Com uma linguagem simples a autora percorre por assuntos como solidão, amizade, família, deficiência, superação, aceitação e claro imaginação.

Espero que gostem tanto dessa história como eu e a Lara e que possam juntos entrar nesse maravilhoso mundo do irmão que não anda, mas pode voar!

Aqui deixo mais informações sobre o livro:

TítuloMeu irmão não anda, mas pode voar
Autora: Angel Barcelos
Ilustrador: Manoel Veiga
Número de páginas: 24
Formato: 21 x 27 cm
Indicação leitora: a partir de 6 anos
ISBN: 978-85-8217-165-3

BLW – Seu bebê amando alimentos saudáveis

Olá, meu nome é Renata Coscia, tenho 33 anos, sou casada à 7 anos e mamãe do guerreiro Davi de 5 meses e meio e mais uns dias rs.
Você que é mãe, ou está gestante já deve ter ouvido: “Aproveite que passa rápido!”... Acredite, passa muito mais rápido!
Desde seu nascimento tudo tem sido uma aventura! O parto, amamentação, as famosas brotoejas que deixam a mamãe desesperada... e agora entraremos em uma nova fase: a Inclusão Alimentar (IA)!!
Que maravilha!
Dia 01/09/2014 o Davi entrará no 6º mês e estou bem ansiosa para começar com as frutas, legumes, verduras. E a convite da minha querida Janis vou dividir isso com vocês!
Comecei a pesquisar sobre como alimentar o Davi o mais saudável possível, pois sempre queremos o melhor para nossos filhos correto?! Já tinha na mente a preocupação: “Meu Deus, como vou fazer as papinhas?! O que misturar com o que?! E se ele não gostar?!” Muitos questionamentos...
Foi aí que descobri um milagre!!

O BLW (Baby Led Weaning, em algumas traduções:ajudando seu bebê a amar boa comida” ou “desmame guiado pelo bebê”) criado pela britânica Gill Rappley. Não, não é um site de receitas deliciosas para “enganar” o paladar dos pequenos rs Muito pelo contrário! Nada de papas, sucos, frutas raspadas! Nesse método tudo é oferecido em pedaços para os bebês e in-natura, sem sal ou açúcar! Não se assuste! Eles conseguem, você irá se surpreender com a capacidade deles!
Me apaixonei de cara! Amo desafios! Ainda mais quando se refere a maternidade :)
Uma facilidade para quem cuida e um aprendizado e desenvolvimento enorme para os bebês! 
Tenho certeza que a primeira pergunta que está fazendo é: “Mas ele não vai engasgar?!” Também pensei isso.

Bom, ele pode engasgar até mesmo com o leite, correto? Então temos que tomar certos cuidados como, nunca deixar o bebê sozinho e não dar pedaços muito pequenos de alimentos. Tenha em mente que o bebê tem que conseguir segurar.
Descobri que temos um “sensor” na língua,  esse nos faz ter a sensibilidade se vamos engasgar e assim jogar para fora o que está em nossa boca. Nos bebês está no meio da língua, então ao colocar um pedaço de alimento maior do que sua capacidade, ele joga fora. É perfeito! A natureza é muito inteligente! Imagino que na idade média os bebês não tinham essa “praticidade” de comidas amassadas, tudo devia ser oferecido como a natureza produz. Ao longo do tempo (como tudo acontece), fomos nos acomodando.
Como eu disse, tem que ser supervisionado, como todas as atividades com a criança. Se isso te der mais tranquilidade, pesquise primeiros socorros, o “saber” nunca é demais.
Você terá que relaxar, pois acontecerá vários “Gag Reflex” (veja vídeos no youtube). O que é isso?! Você pode achar que é um engasgo, mas não é! É esse “sensor” na língua fazendo o seu trabalho.
Se a mamãe/papai perceber que seu bebê “ataca” quando vocês estão com algo de comer nas mãos, saiba que ele é um forte candidato a gostar do método rs O Davi fica doidinho rs Porque nem toda criança irá se adaptar.
Para começar com essa inclusão alimentar, o bebê tem que já saber sentar, não precisa ser muito firme, mas tem que conseguir no seu colo ou mesmo no cadeirão à mesa, pois terá que estar ereto, para não haver problemas de engasgos.
Os alimentos são cortados em pedaços ou palitos que ele consiga segurar, pode até deixar um pouco da casca. Ahhh se contenha! rs Evite ficar dando na mão dele, pois o método propõe que o bebê aprenda a pegar a comida sozinho, e assim criar confiança em si mesmo. É ótimo, pois dessa forma descobrirá os sabores e texturas de cada alimento individualmente e segundo especialistas, diminuirá a chance de obesidade infantil.
Imagine a bagunça, pois “comem” com a mão rss e essa “bagunça” despertará o interesse em sempre querer saber o que está a sua frente. Então, desencana com a roupa e chão sujos... porque vão ficar rs
Não ofereça grãos enquanto o bebê não souber fazer o movimento de pinça (indicador e polegar).
Ofereça alimentos variados para que ele tenha opção, e não se guie pelo seu paladar, pois pode privar a descoberta do seu bebê :* E lembre que o paladar dos pequenos são mais adocicados que o nosso.
Quanto aos sucos, o interessante é oferecer a fruta inteira, pois quando é processada aumenta a quantidade de sacarose, também perde muita fibra que poderia estar ingerindo e “estufa” o estomago.
Devo oferecer água? Segundo o pediatra Dr. Moises Chencinski, se seu bebe mama leite materno em livre demanda, não é necessário oferecer, pois o leite contem 88% de água em sua composição. Mas se mesmo assim quiser, não faz mal, mas lembre de não dar em excesso para que não ocupe o lugar dos outros alimentos.
Ahhhh o leite materno! Fiquei muito feliz em saber que até 1 ano de idade ele é o principal alimento e os outros são complementares. Que felicidade, pois amo amamentar! <3
Em resumo, considero a prática um benefício para nossos bebês e praticidade para as mamães ou cuidadores!
Se gostou do método, abaixo algumas referências para mais informações.
Aqui em casa estamos prontos para essa aventura começar!!! :)

Referência:
Facebook: Baby Led Weaning - BLW - Brasil (Grupo Fechado); Tudo sobre pediatria (página)
Livro: BLW - Baby-led Weaning: Helping Your Baby To Love Good
Instagram: BabyNutri






Dividir o quarto com os bebês, o que você acha disso?

Oi, gente!

        Hoje, trouxe para vocês mais um assunto muito polêmico, deixar o bebê dormir sozinho.
Sempre escutamos uma história de uma mãe que se diz abençoada por que seus pimpolhos dormem em seu berço desde que saem da maternidade, mas em geral, o que se escuta mesmo são mães reclamando da cama compartilhada. 
Pois bem, hoje pela manha, enquanto arrumava a Lara para escola, eu vi uma reportagem em um jornal, dizendo que uma atriz famosa disse que perdeu completamente a intimidade com o marido, pois o filho dela de 2 anos, dorme com eles desde que nasceu.
Ficou chocada, não pelo bebê dormir com ela, mas por ela restringir a vida intima sexual dela a uma cama de casal! Poxa gente, antes de casar e ter filhos, a gente se vira em 500 e até acha divertido quando acontece em lugares exóticos, mas ai o filho nasce e tudo se restringe a cama?
Eu li um texto ontem, que falava sobre como a coisa funcionava a muitos anos atrás, que os humanos da época usavam como instinto de sobrevivência dormir junto, primeiro para se aquecer e também para proteger uns aos outros e CLARO, como não haviam quartos, berços ou qualquer outra coisa do gênero, os bebês pequenos ficavam no colo de suas mães, olha que incrível? Porque convenhamos, esses bebês morreriam fácil, se uma dessas mães optasse por deixá-lo chorando até que pegasse no sono longe dela, não é?
Eu parto do princípio que ao menos os bebês pequenos, até uns 3 meses de vida, eles PRECISAM do conforto, aconchego e segurança do colo de sua mãe. Eles ficam nove meses, escutando nosso coração, nossa voz, quando nascem logo nos identificam pelo cheiro também, e nós cuidamos e protegemos eles por todo esse tempo, ele não sabe o que é frio, o que é dor. Porém quando nasce, ele tem que se adaptar a tudo isso e CLARO que ele vai preferir o colo cheiroso da mamãe, ao invés de um berço cheio de frufru né? 
Por isso eu, sou completamente a favor de permitir a cama compartilhada com bebês e confesso que em casa essa prática durou muito tempo e as vezes depois que meu marido sai pra trabalhar, minha princesa vem pra minha cama, dormir agarradinha comigo.
Claro que depois que cresce é até saudável que o bebê/criança, aprenda a dormir sozinho e a ter seu quarto, mas tudo ensinado com amor, carinho e muita paciência.
E vocês, são contra ou a favor do bebês dormir perto dos pais?
Beijokas

Relatos de Parto - Um dia das mães sem cor

        Hoje venho contar como foi o parto da minha princesa Luna e seu terrível desfecho.


        Na época eu tinha 16 anos e engravidei do meu namorado da época, como meu desejo sempre foi ser mãe, em momento nenhum eu pensei em desistir da gravidez e interrompê-la, tive o apoio total da minha família.
        Durante a gravidez, eu fiz o pré-natal certinho, fiz somente duas "ultra", que pra mim eram radiação suficientes para o bebê já e engordei, e como engordei, foram 26 quilos a mais, sendo a maioria deles adquiridos na reta final da gestação.
        Quando estava com 38 semanas, sentia um pouco de dor na lombar, mas o médico me disse que era normal, então segui sem reclamar, numa tarde, com 41 semanas, a dor estava insuportável e resolvi tomar um banho para alivia-la e durante ele eu senti minha barriga descendo e o liquido da bolsa escorrendo pela minhas pernas. Fiquei tranquila, terminei o banho e liguei para o corpo de bombeiros e informei que estava de bolsa rota, porém sem contrações, e eles prontamente mandaram uma ambulância para me buscar e me levar ao hospital. O bombeiro que me buscou, brincou comigo e disse que eu teria que trabalhar muito pra comprar fralda e leite, que os bebês consumiam muito, ele foi muito atencioso comigo, claro que percebeu que estava muito nervosa.
        Minha internação foi as 18:15, na Santa Casa da minha cidade, fiquei sozinha no hospital, não permitiram nenhuma companhia, apesar de na época eu ter apenas 16 anos. Como disse acima eu estava completamente sem dor, mas logo colocaram eu no soro de ocitocina sintética, e logo a dor veio, e amigas, ela veio com força! No quarto onde fiquei, tinham mais 4 gestantes em trabalho de parto e todas elas gemiam muito, e assim como eu, estavam todas sozinhas, tentávamos nos apoiar, mas a dor de algumas parecia tão dilacerante, seja por medo, angustia ou solidão, que elas mal conseguiam se expressar direito. Quando deu meia noite, me dei conta que já era dia das mães (14/05/2006) e eu como queria caminhar um pouco, sai pelos corredores, escondido das enfermeiras, e fui visitar as outras mamães que já tinham ganhados seus bebês e estavam no quarto, para desejar a elas um feliz dia das mães. 
        Voltei para o quarto já eram mais de 2 horas da manha e a dor seguia latente. Acho que naquela noite fizeram uns 15 exames de toque, pelo menos, e cada hora era uma pessoa diferente que o fazia, aquilo foi muito desconfortante para mim, me lembro com tristeza. 
        Quando deu 6 e meia da manha, uma enfermeira entrou no quarto e pediu que eu deitasse na cama e empurrasse a cabeceira da cama, para ajudar a Luna a "descer", meia hora depois a obstetra do turno do dia entrou, fez mais um toque e disse que eu já seria levada para a sala de parto, que já tinha dilatado tudo.    Porém, nessa hora a menina do lado começou a gritar e quando foram olhar a cabeça do neném dela já havia nascido, assim, ela me disse que eu esperaria ela atender a outra e logo depois seria eu, essa é a ultima coisa que me lembro com clareza, ela me dizendo que já voltava para me buscar.
        A partir daqui o que tenho são flashs de lembranças e o relato das pessoas que estavam a serviço na maternidade aquele dia.
        Eu entrei na sala de parto já com eclampsia e logo depois tive uma convulsão, ai os médicos e enfermeiros amarraram meus braços e pernas na mesa de parto e pediam que eu fizesse força e parasse de me debater - efeito da convulsão - como se isso fosse algo que eu estivesse fazendo de propósito. Me lembro de momentos do anestesista gritando comigo, dizendo que eu estava matando meu bebê. Isso são palavras que jamais conseguirei apagar da minha mente.
        A minha bebê coroou e saiu a cabecinha dela até a altura da testa, porém como eu desmaiei eu parei de fazer força e consequentemente o parto não evoluía, usaram o fórceps, me cortam e muito (levei 45 pontos), ai nesse momento, acreditem, a médica que estava atendendo começou a passar mal e chegou a desmaiar -relato das enfermeiras que estavam de plantão - e foi preciso chamar o médico responsável da época, para finalizar o parto. Quando ele chegou, queria "empurra" o bebê de volta e fazer uma cesárea, mas uma das enfermeiras pediu para tentar uma ultima vez fazer a manobra de kristeller  e o médico permitiu, ela então subiu na mesa, nesse momento eu estava recobrando os sentidos, e empurrou com a perna, e a Luna então saiu de uma vez só, e então houve o silencio, os minutos mais ongos da minha vida, até que começasse a gritaria dos médicos e enfermeiros, dizendo para tentar reanima-la, porém, nisso já eram 9 e meia, 1 hora e meia depois do começo do parto e ela já tinha ficado muito tempo sem oxigênio e infelizmente foi dada como natimorta, ou seja, criança nascida morta. 
        A médica 1, então trouxe ela para eu ver e me deu a pior noticia do mundo, a de que minha princesinha infelizmente não sobreviveu a toda violência obstétrica que ela sofreu.
        Me desmanchei em lagrimas e desespero, não sabia o que pensar, não queria acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. E ai, me doparam, apaguei e fui recobrar os sentidos as 13h da tarde, daquele ensolarado dia das mães, sozinha, em um quarto frio, a essa altura meus pais já tinham chegado e estava lá embaixo, resolvendo os tramites para a liberação do pequeno corpo da minha princesa.
        Pedi que me trouxessem ela, mas se recusam, então pedi que me levassem lá, e negaram também, mas mesmo assim, peguei uma cadeira de rodas e desci três andares até o necrotério do hospital, onde estava o corpinho dela, a troquei e segurei minha princesa pela primeira e ultima vez com sua sua roupinha de saída de maternidade que eu passavas horas imaginando ela usando. Na testa a faixinha linda rosa cobri ao roxo que ficou da compressão do meu períneo sobre ela. Ela nasceu grande 54 cm e 4.200 gramas, branca, como futuramente seria sua irmã Lara e linda!
        Não fui liberada para ir ao enterro dela, que foi no mesmo dia as 15 horas, mas me liberaram para ir para casa as 17:30. Com muita dor física e emocional. Meus pontos inflamaram e 3 dias depois tive que retornar ao hospital, porém, misteriosamente, minha ficha havia sumido e está assim até hoje.
        Já faz 8 anos que minha primogênita se foi e não há um dia que não me lembre dela, de como ela estaria hoje, de todos os dias de sua vida que me foram roubados. Mas entreguei minha dor ao meu Deus, que nunca me desamparou e ele me deu forças para seguir em frente e depois de dois anos eu pude dar a luz a uma outra garotinha, Lara, em uma sexta feira 09/05, dois dias antes do dia das mães!


        Sei que nada no mundo jamais apagará minha dor, mas por mais difícil que pareça, sempre podemos recomeçar, claro, sempre haverá uma marca que lembrará aquilo que vivenciei!
        Esse post não tem como objetivo criticar o parto normal, muito pelo contrário sou uma militante para divulgação do parto humanizado, mas sim para alertar as futuras mamães, para que se informem, procurem, leiam, entendam cada fase da gravidez e de cada tipo de parto, para que vocês saibam exatamente o que está acontecendo e possam fugir dessas tristes violências obstétricas!
        E semana que vem eu trago o relato de parto da minha princesa Lara, que foi meu presente, meu recomeço!
        Até lá!

E pra quem quiser contar sua história aqui também, basta mandar um email contando tudo para
dedicacaodemae@gmail.com
Ficaremos felizes em compartilhar sua história aqui :)

Beijos

Indicação de Livros - Folclore - Saci, moleque Saci

Oi, pessoal!

       Como sabem hoje, 22 de agosto é comemorado o dia do folclore e para não ficar fora dessas a indicação de livros de hoje traz um livro bem típico "Saci, moleque Saci"de Carlos Jorge (Ed. Franco).
Escolher esse livro não foi fácil, pois a nossa literatura brasileira explora e muito esse tema, mas escolhi esse em particular pois achei ele incrível e também porque me apaixonei por essa capa, não é linda?


        O livro é bem gostoso de ler, nele o autor narra em versos as travessuras do moleque Saci, o que me chamou muita atenção no livro é a proposta inicial do livro, que diz: “Se você deseja se livrar de um, espere o primeiro pé-de-vento, encha-se de coragem e…” ai, só lendo pra saber o final!!!

Detalhes do livro:
6 a 8 anos
Texto e ilustrações: Carlos Jorge
ISBN: 978-85-7671-058-5  
16 páginas - 20x20cm

       E aproveitando o clima, hoje na escola da Lara teve brincadeiras típicas de folclore e ela queria por que queria que a mamãe costurasse um Saci pra ela, e então, a mãe aqui que sai ficou até de madrugada costurando com os materiais que tinha e saiu assim..


O que acharam??? A Lara super aprovou!!!! \o/

Beijokas!!!