A dor de uma mãe


Hoje em dia existem muitas famílias que têm filhos e filhas que são frutos do primeiro ou segundo casamento. Essa nova geração está crescendo com novos integrantes  na família, são eles os padrastos e madrastas.
Sabemos que para a crianças ou adolescente, essa fase de transição é muito difícil. Mas hoje quero falar especialmente das mães, que tem que “dividir” seus filhos com os pais biológicos.
Não é uma tarefa fácil, dói e muito. Ver aquele pequeno pupilo indo para onde seus olhos não alcançarão causa uma dor indescritível. Não se trata de egoísmo. Vai além desses sentimentos promíscuos. É um misto de culpa e impotência. De saber que apesar de não poder controlar o universo, pelo menos 1% da culpa daquilo que está acontecendo é sua.
Mas o pior é a impotência, pois se um casal, que se ama e divide a mesma casa tem divergências de opinião quando se trata de criar os filhos, como agir quando isso foge do seu campo de visão? Como se portar quando seu filho (a) vai pra longe, onde você sabe que haverá uma conduta diferente e às vezes uma religião diferente.

Passo isso toda vez que minha pequena tem que ir passar o final de semana com o pai biológico dela. E isso não é luxo somente de quem não confia nas pessoas que ficarão responsáveis pelo pequeno. Pois no meu caso sei do amor e cuidado da avó dela, mas mesmo assim a dor vem e dilacera.
Sabe quando estamos muito apaixonados e esse amor de repente muda de estado? Vai pra longe e fica aquela dor de despedida, misturada com saudade e impotência? É exatamente assim, toda vez que tenho que me separar da minha filha. Sei que podem passar anos de convivência com essa rotina que essa sensação não cessará.

Nesses momentos me apego muito com Deus. Entrego nas mãos dele os caminhos dela e peço que a proteja sempre. Penso que se isso aconteceu é porque tem um propósito, mesmo que agora eu não consiga compreende-lo. Minha sorte é ter um marido que me acalenta e que a Lara tem como pai, assim, nos 15 dias que ela fica somente em casa, ela tem um pai como todas as outras pessoas. E a presença dele, eu sei, que é uma resposta de Deus, para que eu sinta que as provações podem ser difíceis, mas sempre há uma luz pra iluminar o túnel.
Por isso, mamães, nesse momento, temos que nos voltar para nosso interior e pedir o melhor, pois não há nada no mundo que seja mais forte que a oração de uma mãe.

Dicas de eventos bacanas para Crianças em Mogi e região

Peça de teatro "Chapeuzinho Vermelho" 



Um clássico literário está no Theatro Vasques, em Mogi das Cruzes na próxima semana e o melhor, com entrada franca!
Com toda fantasia que a estória já carrega, a Cia Brittos Produções Artisticas, em uma apresentação indescritível, trás para a região essa peça, super bacana para curtir com os pequenos e para nós, já não tão pequenos assim, recordarmos da nossa infância.


Espetáculo: CHAPEUZINHO VERMELHO E A VOVOZONA
Cia Brittos Produções Artísticas 

Local: Theatro Vasques (Rua Dr. Corrêa, 515 - Carmo)
Horários: 9h30 e 15h
GRATUITO

Brigaderia no Mogi Shopping

Eu sempre acompanhei blogs e o que acho legal é as dicas que eles frequentemente nos dão. Seja um evento em um lugar fechado ou uma exposição em um parque, acho super útil termos acesso a esses eventos que nem sempre são amplamente divulgados pelos próprios organizadores ou a divulgação deles não se amplia para nossa realidade. Assim, a divulgação destes pelos blogs de qualquer segmento é de uma ajuda incalculável. Sigo muitos blogs que são de Brasília, Santos e Grande São Paulo, assim sempre fico doida para curtir cada evento divulgado por eles, porém as vezes a rotina me impede. A partir daí ficou evidente a carência de termos algum blog divulgando os eventos que acontecem aqui, no Alto Tietê e resolvi iniciar esse caminho!

Hoje vou falar de um evento bem bacana que está acontecendo no Mogi Shopping, se trata de uma Brigaderia, aonde crianças de 03 a 12 anos vão se divertir e se deliciar elaborando brigadeiros junto com outras crianças. O evento é GRATUITO e não precisa de um agendamento prévio, a inscrição é feita ali na hora mesmo.

Achei a iniciativa bacana, só uma pena o evento não ser estruturado também para receber crianças com alergia a proteína do leite de vaca. Mas fica a dica para um próximo evento dessa magnitude, se atentar para esse detalhe, que parece ser pequeno, mas seria um grande diferencial para os pequenos que tem APLV.



Brigaderia
Quando: de 7 a 21 de abril
Onde: Ao lado do Balcão de Informações
Sessões de segunda a domingo, das 14 às 19h30 (início da última sessão)
Faixa etária: de 3 a 12 anos
GRATUITO


Mamãe Pig - A mamãe mais paciente do mundo

Hoje, vi no facebook de uma amiga, ela comentando que não gostava das criticas direcionadas a Mamãe Pig, da série Peppa Pig. Segundo essa amiga, muitos criticavam a paciência extrema da porquinha em questão.
Então resolvi pesquisar e realmente em muitos blogs, posts do facebook e do instagram encontrei vários pessoas se referindo à paciência da Mamãe Pig em tom pejorativo, dizendo que aquela paciência é surreal e coisas do tipo.
Eu procuro não deixar a Lara – que tem 5 aninhos – assistir muita televisão, prefiro que ela invista seu tempo brincando com outras coisas, mas há momentos que permito que ela sente e assista e nesses ai ela pede pra ver a Peppa. Já assisti vários episódios com ela e realmente a família, em um olhar superficial parece “perfeitinha demais”, sem qualquer ligação com a realidade. Mas, analisando mais profundamente, podemos constatar que essa família não é surreal e completamente fora dos padrões da realidade, mas uma família onde o amor pelos filhos e outros seres – no caso da série, outras famílias de animais – são mais importantes que uma casa limpa, um tênis novo que foi perdido por se permitir pular em poças de lama. Outras cenas que mostram bastante a paciência da porquinha é quando há divergências entre os irmãos, ela mesmo se mantendo neutra em relação a quem está certo, ela procura, com sua calma peculiar, ajudar seus filhos resolver esses conflitos tão corriquenhos entre irmãos.
Ai me pergunto, quem será que está fora da realidade a paciente e compreensiva mamãe Pig ou nós? Que nos permitimos vivenciar uma rotina extremamente corrida e não paramos pra compreender, aceitar e pacientemente contornar uma coisa tão deliciosa como pular em poças?
Será mesmo que a porquinha que é surreal? Será que os filhos dela serão crianças mimadas por terem tudo? Ou será que serão crianças realizadas por poderem ser única e exclusivamente crianças?

Fica ai a reflexão...

Pai do coração




        Hoje são muito comuns famílias formadas por casais que já estão no segundo ou terceiro casamento e muitas vezes tiveram filhos dessas antigas relações. Como lidar com esse novo formato familiar?

Para as mulheres que se casam com homens que já são pais a mudança, na maioria das vezes, não é tão radical, já que a guarda das crianças é frequentemente destinada às mães. Porém, como fica quando a situação é inversa? Quando são elas que já tem seus rebentos e se casam novamente. Alguns homens preferem se manter “a parte” lidando com as crianças como se fossem tios. Já outros acolhem aquele pequeno ser como seus. São os pais do coração. E é sobre eles que quero falar hoje.

        Esses “pais de coração” adotam a criança como sua, e passam a fazer parte da vida dela em tempo integral, dá comida, banho, afeto, carinho, amor atenção. Em muitos casos isso acontece porque os pais biológicos se afastam depois da separação e a criança fica com esse “espaço” aberto e incompleto, ai nesses casos as crianças tendem a se aproximar de avôs, para suprir essa carência masculina na vida dela, mas quando há esse “novo pai” tão próximo, é ele quem a criança passa a ter como exemplo masculino e ela mesma o insere nesse novo papel, sem que ninguém precise força-la a isso. Há casos também que o pai biológico e o pai de coração dividem o coração e a vida da criança, cada um se fazendo presente na vida dela de uma forma. Nesses casos há algumas diferenças entre os pais, que muitas vezes, por ciúmes, acaba discordando de pontos na criação da criança, ai o melhor a fazer é sentar e conversar, e há aqueles pais que sabem admitir que o novo homem na vida da criança esta dando a seu filho o que ele não pode dar, seja por qual motivo for, então em vez de se sentir ameaçado, ele se sente grato. 


        Em casa, minha pequena Lara tem um PAIdrasto que a ama, cuida e cria, sem que haja diferença dela ser ou não sua filha de sangue. Ele briga, pega no pé, abraça, cuida, passa noites em claro quando ela esta doente, deita com ela quando esta com medo de dormir sozinha, compra mimos, enfim, um pai que pode não ser de sangue, mais com certeza é um PAIZÃO de coração, e a ela tem um pai biológico, que é grato por ela ter o amor desse novo pai.

        Não há casos certos ou errados, há apenas uma criança, que precisa e merece receber todo carinho e atenção, e se isso vem de um homem que não é seu parente, mas é verdadeiro e ela espontaneamente o aceita, quem somos nós para criticar.